Equipe do Coritiba campeã de 1916: Agnelo, Fritz Essenfelder, Maxambomba, Kurt e Naujocks, Ritzmann, Thiele e Jacobs; Sentados: Glaser, Kaiser e Meneguetti.
:
1927
Equipe do Coritiba campeão de 1927: Egg, Cuca, Pizato, Luiz Abrão, Ninho, Corruíra, Bebê, Ernesto, Emílio, Staco e Espoleta.
1933
Equipe do Coritiba campeão de 1933 – Coritiba - Pinha, Maxambomba, Perin, Rômulo, Ninho, Contin, Jayme, Oswaldo, Pizzatinho, Miro e Michelson.
1935
Equipe do Coritiba campeão 1935 – Coritiba - Em pé: Gondin, Ary Carneiro, Contin, Bertazzo, Ivo Rosa e Ninho; Ajoelhados: Levoratto, Borges, Budant, Pizzatto e Pizzatinho.
1939
Equipe do Coritiba Campeã de 1939 – Coritiba - Em pé: Pivô, Pizatinho, Borges, Nide, Gabardo, Bibique e Carnieri
Agachados: Anjolilo, Cecílio e Carnierinho – sentado: Ari
1941
Equipe do Coritiba campeã Paranaense de 1941. Em pé: Tonico, Cartola, Janguinho, Ari (goleiro), Breyer e Augusto. Agachados: Batista, Ru, Neno, Rubinho, Saul.
1942
Equipe do Coritiba campeã Paranaense de 1942: Aldo, Ari, Augusto, Batista, Breyer, Janguinho, Neno, Pio, Rubinho, Saul, Tonico.
1946
Equipe do Coritiba campeã Paranaense de 1946: Adão, Babi, Cartola, César Frizzio, Fedato, Gouveia, Hamilton, Merlin, Paulinho, René, Tonico.
1947
Equipe do Coritiba que conquistou o Bi-campeonato em 1947. Em pé: Nivaldo, Fedato, René, Lanzoni, Cartola, Born, Tonico, Rubinho, Joaquim Loureiro (técnico), Wilfrido Tiradentes da Rocha (massagista). Agachados: Neno, Baby, Merlim, César, Frizzo, Gouveia e Paulinho.
1951
Equipe do Coritiba Campeão Paranaense de 1951 – Coritiba - Em pé: Pres. Dacheux Pereira, Nivaldo, Fedato, Fábio, Marcio, Merlin, Sanguinetti e Félix Magno; Agachados: Babi, Miltinho, Neno, Toni e Renatinho.
1952
Equipe do Coritiba que conquistou o Bi-campeonato em 1952 - Em pé: Fedato, Hamilton, Fábio, Ribeiro, Araújo e Sanguinetti; Agachados: Lula, Miltinho, Neno, Gouveia e Renatinho.
1954
Equipe do Coritiba Campeão Paranaense de 1954: Alceu, Hamilton arazai, Adão, Bequinha, Guimarães, Duílio, Miltinho, Almir, Willian e Renatinho.
1956
Equipe do Coritiba Campeão Paranaense de1956 – Coritiba - Em pé: Felix Magno, Hamilton, Fedato, Carazzai, Márcio, Bequinha, Guimarães e Arion; Agachados: China, Miltinho, Ivo, Gordinho e Ronald.
1957
Equipe do Coritiba que conquistou o Bi-campeonato em 1957: Almir, Bequinha, Carazai, Duílio, Fedato, Guimarães, Hamilton, Ivo, Márcio, Miltinho, Ronald
1959
Equipe do Coritiba Campeão Paranaense de1959: Bequinha, Caneta, Carazai, Chico, Duílio, Gordinho, Guimarães, Ivo, Miltinho, Ronald, Valdomiro.
1960
Equipe do Coritiba que conquistou o Bi-campeonato em 1960: Hamilton, Nico, Carazai, Julinho, Guimarães, Ariel, Orlandinho, Rodrigues, Miltinho, Duílio, Juquinha e Joça.
1968
Equipe do Coritiba Campeão Paranaense de 1968: Célio, Deleu (Reis), Nico, Modesto e Nilo; Lucas (Roderley) e Rossi; Oromar (Coutinho), Kosilek, Krüger (Walter) e Edson.
1969
Equipe do Coritiba que conquistou o Bi-campeonato em 1969 – Coritiba - Em pé: Roderlei, Paulo Vecchio, Nico, Modesto, Joel Mendes e Nilo;
Agachados: Passarinho, Lucas, Kruger, Ademar e Rinaldo.
1971
Equipe do Coritiba Campeão Paranaense de 1971:e m pé: Marinho, Carvalho, Pescuma, Hidalgo, Krüger, Nico, Hermes, Célio, Nilo, Piloto, Lubian (massagista), Vernek, Evangelino da Costa Neves (presidente), João Carlos (preparados físico). Agachados: Lucas, Eloir, Dirceu, Passarinho, Reinaldo, Cláudio, Reinaldinho, Renato, Leocádio, Paulo Vechio, Paulo Sérgio.
1972
Em 1972, o Coritiba chegava ao bi-campeonato depois de derrotar os poodles, no Couto Pereira. Em pé: Pescuma, Hermes, Carvalho, Hidalgo, Cláudio, Nilo. Agachados: Leocádio, Negreiros, Paquito, Tião Abatia, Reinaldo.
1973
O tri veio encima dos poodles também. Em pé: Jairo, Oberdan, Orlando, Dreyer, Cláudio e Nilo. (Agachados) Osvaldo Sarti (massagista), Paulo Sérgio, Zé Roberto, Leocádio, Negreiros e Aladim.
1974
Coritiba tetra campeão, com os poodles em 2º novamente. Em pé: Jairo, Oberdan, Orlando, Dreyer, Cláudio e Nilo. (Agachados) Osvaldo Sarti (massagista), Paulo Sérgio, Zé Roberto, Leocádio, Negreiros e Aladim.
1975
Equipe penta campeão paranaense em 1975:
Coritiba - Em pé: Jairo, Hermes, Di, Ademir, Victor Hugo e Nilo; Agachados: Sarti, Plein, Eli, Maisena, Osmarzinho e Luizinho.
1976
Unico time Hexa Campeão Paranaense da Historia em 1976 – Coritiba - Em pé: Hermes, Sérgio, Luiz Carlos, Marquinhos, Paulinho e Zé Carlos; Agachados: Wilton, Eli, Adilson, Washington e Aladin.
1978
Equipe do Coritiba Campeão Paranaense de1978: Manga, Norival, Duílio, Eduardo e Cláudio (Reginaldo); Almir, Borjão e Pedro Rocha; Liminha, Chico Explosão e Mug
1979
Equipe Bi Campeã Paranaense de 1979 – Coritiba - Em pé: Mazaropi, Duílio, Gardel, Almir, Serginho e Gilson Baiano;Agachados: Norival, Bráulio, Marciano, Borjão e Santos
1986
Equipe do Coritiba Campeão Paranaense de1986:
Em pé: Dida, Suca, Adilço, Rafael, André Luis e Hélcio; Agachados: Geraldo, Tostão, Marildo, Anselmo e Marco Aurélio.
1989
Equipe do Coritiba Campeão Paranaense de 1989: Gerson; Polaco, Vica, João Pedro e Pecos; Marildo, Osvaldo e Tostão; Carlos Alberto Dias, Chicão e Serginho.
1999
Equipe do Coritiba Campeão Paranaense de 1989: Titulares: Gilberto Carlos da Fonseca (1), Antônio Reginaldo Matias de Araujo (2), Leonardo Devanir de Paula (3), Sandro Alexandre Forner (4), Fábio Vidal (5), Estanislao Struway Samaniego (6), Yan Cleiton de Lima Razera (7), Luis Carlos Guarnieri (8), Sinval Ferreira da Silva (9), Cleber Eduardo Arado (10) e Reginaldo Inácio do Nascimento (11).
Suplentes: Antônio Alves Junior (12), Carlos Eduardo Soares (13), Wilson Pereira Carvalho (14), Antônio Jackson Francisco (15), Carlos Alberto Vasconcellos Presinoti (16), Darci Luiz Simon (17) e Robert de Pinho de Souza (18).
2003
Equipe do Coritiba Campeão Paranaense de 2003: Gilberto; Reginaldo Araújo, Reginaldo Nascimento, Flávio, Fábio Vidal; Struway, Ataliba, Mozart, Yan; Cléber, Sinval.
2004
Equipe Bi Campeã Paranaense de 2004:Fernando; Reginaldo Araújo, Fabrício, Edinho Baiano e Adriano; Reginaldo Nascimento, Roberto Brum, Tcheco e Lima; Marcel e Edu Sales.
O Torneio do Povo reunia os clubes de maior torcida do país. Em 1973, disputaram o torneio os times do Flamengo, Corinthians, A. Mineiro, Internacional, Bahia e Coritiba.
O Coritiba era o atual bi-campeão estadual, vinha de um 5º lugar no Campeonato Brasileiro e da internacional conquista da Fita Azul, em 1972, cedida pelo conceituado jornal Gazeta Esportiva, de São Paulo. Porém, o clube não era considerado um dos favoritos. Grande engano, pois um time que tinha Jairo, Orlando, Oberdan, Cláudio, Nilo, Hidalgo, Negreiros, Sérgio Roberto, Tião Abatiá, Hélio Pires, Zé Roberto, Néo, Dreyer, Aladim e Reinaldinho tinha raça, amor e vibração. Tudo isso misturado à mística camisa alviverde.
Foram quatro vitórias, três empates e apenas uma derrota. No primeiro jogo, o Coritiba foi até ao Mineirão e trouxe uma vitória de virada sobre o A. Mineiro, por 2x1, com gols de Hélio Pires e Orlando. Foi a primeira vez que um time paranaense venceu no Mineirão.
Na segunda partida, na Fonte Nova, sob calor intenso, o Coritiba começou o jogo bem, e aos 14 minutos do primeiro tempo Zé Roberto perdeu um pênalti. Aos 35, o Bahia fez 1x0, com Picolé. Sem conseguir furar a retranca do time baiano, o Coritiba perdeu a única partida na competição.
Voltando para casa, o Coxa trouxe na bagagem uma vitória e uma derrota, nos dois jogos fora de casa. A campanha era boa e o próximo adversário era o Flamengo de Zico e do técnico Zagalo. Mais de 20 mil pessoas foram ao, até então, Belfort Duarte, ver o Coritiba envolver a equipe carioca e, logo de cara, marcar com Hélio Pires. No segundo tempo, Orlando marcou e depois disso, o Coritiba desinteressou-se pelo jogo. O placar terminou em 2x0.
Novamente o Coritiba jogava no Belfort Duarte, dessa vez, contra o Corinthians. Num jogo muito violento, o placar terminou em 0x0. O destaque negativo da partida ficou por conta da falta violenta de Miranda em Tião Abatiá, que só voltou aos gramados dois meses depois.
Na última rodada da primeira fase, o Coritiba viajou à Porto Alegre precisando de um empate, na partida frente ao Internacional. Logo aos 8 minutos, Negreiros deu um lindo chapéu no chileno Figueroa (ídolo colorado nos anos 70). Mas o Inter empatou o jogo logo em seguida, com um gol de pênalti de Tovar. A partida terminou em 1x1 e o Coritiba estava classificado para a próxima fase.
Na segunda fase, o torneio seria decidido em um quadrangular. Estavam classificados Bahia, Coritiba, Corinthians e Flamengo.
A primeira partida do quadrangular seria contra o Corinthians. Antes do jogo, a equipe paulista proibiu o Coritiba de jogar com o atacante Aladim, que estava no Coxa emprestado pela equipe paulista. Esse recurso era muito comum na época. O jogo era uma revanche e o Coritiba queria, em campo, dar o troco da violência usada na partida anterior.
O lateral Miranda, que já havia afastado Tião Abatiá em partida anterior, cometeu falta violenta em Reinaldinho. Orlando cobrou e Oberdã e fez o gol da vitória, aos 43 minutos do segundo tempo. Era o gol que dava início à conquista do primeiro título nacional de um clube do sul do Brasil.
O jogo seguinte era no Maracanã, contra o Flamengo. Durante a semana, os jogadores do rubro-negro carioca provocaram a equipe alviverde. O atleta Paulo César Caju dizia estar inconformado por perder para um timinho igual ao Coritiba. Pois bem, o Coritiba deu um show e registrou 1x0 nas redes do Maracanã, com gol de Zé Roberto, provando que de timinho, o Coritiba não tinha nada.
O Coritiba precisava apenas de um empate para se consagrar campeão. Jogava contra o Bahia, em Salvador. O Coritiba marcou o primeiro com Aladim, mas logo em seguida, o Bahia empatou. O adversário marcou mais um gol de pênalti, depois de um lance confuso onde Hidalgo e Cláudio acabaram sendo expulsos. O Coritiba então teria que jogar mais 30 minutos com 2 jogadores a menos. Eis que prevaleceu a raça do time Coxa-Branca. O técnico Tim armou a chamada “arataca”, e num lance confuso, Zé Roberto lançou na medida para Hélio Pires. O fato curioso é que, após o apito de um torcedor na arquibancada (Antonio Sá Teles), a zaga baiana parou e o Coritiba empatou a partida. Após o juiz terminar a partida, o time baiano reclamou que não havia existido acréscimo. Os dois times voltaram a campo para jogar mais 3 minutos. Porém, não restava mais tempo, e o Coritiba trouxe para o sul do país o primeiro título nacional.
Esse é o Coritiba, de raça, de garra, de fé e de coração, que trouxe para Curitiba o primeiro grande título nacional conquistado por um clube do sul do Brasil. A festa foi imensa pelas ruas da cidade. Depois desse feito, somente a conquista do Brasileiro de 1985 gerou um carnaval dessa proporção na capital paranaense.
A História do Campeonato Brasileiro no qual o Coxa se tornaria campeão começou no dia 27 de janeiro de 1985, quando o Coritiba entrou em campo contra o São Paulo no Couto Pereira e venceu por 3x1 com dois gols de Índio e um de Tóbi, ainda sob o comando do técnico Dino Sani.
Mesmo começando bem o campeonato com a vitória sobre o São Paulo e outra contra o Cruzeiro, Dino Sani não resistiu a duas derrotas seguidas contra Bahia e Vasco da Gama e acabou sendo dispensado. Em razão do curto espaço de tempo entre um jogo e outro, a Diretoria resolveu colocar Dirceu Krüger como técnico interino na partida contra o Goiás, que terminaria empatada, enquanto acertava a contratação de Ênio Andrade para o resto do campeonato.
Ênio Andrade não começou bem, perdeu o primeiro jogo em casa contra o Flamengo e os dois seguintes fora de casa contra Internacional e Portuguesa, só vindo a vencer no quarto jogo, contra o Náutico por 2x0, gols de Índio e Édson. O Coritiba não se saiu bem no primeiro turno e precisaria ganhar o segundo turno para se classificar para a segunda fase. Mesmo com uma campanha irregular, pois conseguia grandes resultados fora de casa, como as vitórias diante de Cruzeiro e São Paulo, mas acabava tropeçando em casa, como nas derrotas para Bahia e Portuguesa, o Coxa conseguiu a classificação com um a vitória dramática sobre o Santos no Estádio Couto Pereira. Encerrada a primeira fase, o Coritiba como campeão do segundo turno no grupo A, juntou-se ao Sport, campeão do primeiro turno no grupo C, o Joinville, classificado por índice técnico no grupo D e o Corinthians, por índice técnico no grupo A.
Na segunda fase, o Coritiba estreou em Recife empatando com o Sport. Na seqüência jogou duas partidas em casa contra Corinthians e Joinville, vencendo ambas e colocando o Coxa na liderança do grupo ao final do primeiro turno.
Logo na primeira rodada do segundo turno, o Corinthians venceu o Coritiba, enquanto o Sport venceu o Joinville. Com isso o grupo ficou embolado, mantendo todos os times na briga. Contudo, já na rodada seguinte, enquanto o Sport terminava com as esperanças do Corinthians, o Coxa despachava o Joinville em Santa Catarina. Jogando pelo empate na última rodada para se classificar para as semifinais, o Coxa jogou pelo regulamento, se classificou para disputar com o Atlético/MG uma vaga na final.
Na primeira partida contra o Galo, no Couto Pereira, o zagueiro Heraldo fez o gol da vitória com uma cabeçada aos 13 minutos do segundo tempo e com isso inverteu a vantagem que o Atlético/MG tinha, de jogar por dois empates.
Antes do segundo jogo, mesmo tendo perdido a vantagem de jogar por um empate e com a obrigação de ganhar para conquistar a vaga na final, os diretores atleticanos já faziam o planejamento para o jogo contra o Bangu no Rio de Janeiro.
Porém, eles esqueceram que pela frente tinham o Coritiba com o estrategista Ênio Andrade no banco e, mesmo pressionando o jogo todo, não conseguiram marcar o gol que os levaria à final. O goleiro Rafael, em uma noite inspirada, realizou pelo menos dois milagres naquela noite, em Belo Horizonte, diante de um Mineirão lotado. Com o empate em 0x0 o Coritiba, além de assegurar a passagem para a finalíssima contra o Bangu, também garantia o direito de participar da Copa Libertadores no ano seguinte.
A final seria numa quarta-feira no Maracanã, pois o Bangu, mesmo tendo uma equipe de respeito, tinha disputado o campeonato contra equipes mais fracas e com isso conseguiu uma melhor campanha. Ênio Andrade, que tinha o grupo na mão, decidiu ficar em Belo Horizonte até terça-feira, deixando somente o Bangu se empolgar com a imprensa carioca.
Enquanto isso, Evangelino se preocupava com a arbitragem da partida contra o time do bicheiro Castor de Andrade. Assim que saiu a escala, Evangelino consultou Mozart Giógio, paranaense que trabalhara na CBF, e esse o tranqüilizou, dizendo que com Romualdo Arpi Filho o Coritiba poderia ficar sossegado.
Finalmente chegava o dia 31, Maracanã lotado com quase 92.000 pagantes, a torcida do Bangu apoiada por vascaínos, flamenguistas, fluminenses e botafoguenses era a grande maioria, apesar da boa presença dos cerca de 10.000 torcedores do Coritiba que lotaram ônibus, carros e aviões para acompanhar a grande final.
O jogo foi bem disputado, com nenhuma das equipes querendo se expor muito. O Coritiba saindo sempre nos momentos certos, marcou seu gol em uma cobrança de falta aos 26 minutos, quando Índio acertou um belo chute no ângulo do goleiro Gilmar. Porém a vantagem durou pouco e, aos 35 minutos Lulinha chutou sem chances para Rafael.
No segundo tempo, o Coritiba estava com Marildo e Almir sem as condições ideais. Mesmo assim os atletas demonstraram profissionalismo e ficaram o máximo que puderam agüentar. Com isso o Coritiba não buscou tanto o ataque e o Bangu não conseguiu transpor a defesa Alviverde, o mesmo acontecendo durante toda a prorrogação.
Com a igualdade em um gol no placar, a decisão iria para as penalidades máximas. Na primeira série nenhum erro, Índio, Marco Aurélio, Edson, Lela e Vavá marcaram para o Coritiba; Gilson, Pingo, Baby, Mário e Marinho fizeram para o Bangu. Na série de cobranças alternadas, Ado correu e chutou para fora. O título estava nos pés de Gomes que, com categoria, decretou: Coritiba Campeão Brasileiro! Foi o primeiro título de Campeão Brasileiro conquistado por um clube paranaense.
Uma festa até hoje inigualada iniciou-se naquele instante em Curitiba e por todo o estado do Paraná. Já era madrugada do dia 1º de agosto quando a capital explodiu em alegria e comemorou o título inédito. Enquanto parte da torcida fazia a festa nas ruas e no Estádio Couto Pereira, outra parte foi recepcionar os campeões no Aeroporto Afonso Pena, inclusive o saudoso governador do estado, José Richa, que decretou feriado naquele dia para as comemorações.
Animados pelo som de dois trios elétricos, os jogadores iam saudando a torcida em cima do caminhão do Corpo de Bombeiros, desde a saída do Aeroporto até o Estádio Couto Pereira. Foi sem dúvida a maior festa que Curitiba já assistiu.